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domingo, 18 de novembro de 2012

Pneumonia é a doença que mais mata menores de cinco anos no mundo

Infecção mata anualmente no mundo 1,2 milhão de crianças com menos de cinco anos, estima a Organização Mundial de Saúde
Rio - A pneumonia é a doença que mais mata crianças menores de 5 anos e chega a ser responsável por 18% do total de mortes nessa faixa etária.
Pneumonia: doença afeta o pulmão | Foto: Reprodução Internet

De acordo com a Organização Mundial da Sáude (OMS), mais de 99% dos óbitos provocados pela pneumonia são registrados em países em desenvolvimento, onde a maioria das crianças não tem acesso ao sistema de saúde.

No Dia Mundial contra a Pneumonia, lembrado nesta segunda-feira, a OMS pediu que os governos deem prioridade a esforços para reduzir as mortes provocadas pela doença, consideradas preveníveis.

De acordo com a organização, a pneumonia é um dos problemas mais passíveis de solução no cenário da saúde global. Ainda assim, uma criança morre pela infecção a cada 20 segundos.

“Mais esforços precisam ser feitos em investimentos na proteção, na prevenção e no tratamento de crianças contra as duas maiores causas de mortalidade infantil – a pneumonia e a diarreia”, destacou a OMS.

A pneumonia é uma forma aguda de infecção respiratória que afeta os pulmões e pode ser tratada por meio de antibióticos, mas apenas 30% das crianças infectadas recebem o tratamento adequado.

A estimativa é que a doença mate 1,2 milhão de crianças menores de 5 anos todos os anos no mundo, mais que os óbitos provocados pela aids , pela malária e pela tuberculose juntas.
As informações são da Agência Brasil
Jornal O Dia

segunda-feira, 5 de março de 2012

O que são as varizes?



Annair de O. Alves
São veias que estão com uma dilatação anormal, devido a problemas em suas valvular, a parte que ajuda a segurar o sangue. “O pé e a batata da perna funcionam como uma espécie de coração e o movimento que eles fazem cria uma pressão que ajuda a empurrar o sangue para cima. A tendência do sangue é descer de novo, mas as valvular impedem que isso aconteça”, explica o médico angiologista Roberto Tullii. “As válvulas, quando se deterioram, não têm força suficiente para segurar o sangue e parte dele acaba descendo novamente pela veia, pressionando-a e dilatando-a.” Vários fatores podem originar varizes: a progesterona, hormônio feminino produzido em maior quantidade durante a gravidez e que faz parte da composição das pílulas anticoncepcionais, causa dilatação nas paredes da veia. Isso explica por que as mulheres são mais sujeitas a ter varizes que os homens. Ficar muito tempo em pé, parado, também provoca varizes, porque não há movimento do pé e da batata da perna, para ajudar a bombear o sangue para cima.
Revista Superinteressante

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O que é gordura trans?


O que é gordura trans?
Parece perfeito. Mas não é. A trans, segundo estudos recentes, é a gordura que mais contribui para a formação de placas nas artérias – e para o aumento da pressão arterial e dos riscos de infarto ou derrames.
por Marina Bessa
É uma gordura formada a partir de um processo de hidrogenação artificial feito nas indústrias. Sob alta pressão e temperatura, adiciona-se hidrogênio às moléculas de gordura. “O óleo se torna uma gordura mais consistente e mais durável”, diz Denise D’Agostini, farmacêutica da USP. Parece perfeito. Mas não é. A trans, segundo estudos recentes, é a gordura que mais contribui para a formação de placas nas artérias – e para o aumento da pressão arterial e dos riscos de infarto ou derrames.
Por isso, desde o dia 31 de julho deste ano, as empresas estão obrigadas a discriminar a quantidade de trans nos rótulos dos alimentos industrializados. “Só não está especificado o valor diário de ingestão, já que não existe uma recomendação de consumo dessa gordura”, diz Vivian Buanacorso, nutricionista do Hospital das Clínicas de São Paulo. Na verdade, recomenda-se que se ingira o mínimo possível: no máximo 2 gramas por dia (duas bolachas recheadas já estouram esse limite).
Com medo de perder consumidores, a indústria está atrás de outros jeitos de solidificar óleos sem arrasar corações. A mais nova vedete dos químicos é a interesterificação, processo que aumenta o ponto de fusão das gorduras sem alterar sua estrutura básica. É com ela que se faz, por exemplo, as margarinas sem trans que já existem no mercado. A tecnologia é um pouco mais cara, mas essas novas gorduras não fazem nenhum mal à saúde. Até que alguma pesquisa mostre o contrário.

Segura o trans
Conheça as diferenças entre as gorduras encontradas nos alimentos
Saturada
Como é: Só existem ligações simples entre os átomos de carbono. Dessa forma, há o máximo de hidrogênio possível na cadeia.
O que faz: Aumenta o nível de colesterol do sangue. Esse colesterol é depositado pela lipoproteína LDL nos vasos sanguíneos, inclusive nos do coração e do cérebro.
Onde é encontrada: Em carnes, leites e seus derivados.
Insaturada
Como é: Tem ligações duplas entre seus carbonos. Se há só uma ligação, chama-se monoinsaturada; se há duas ou mais, ela é poliinsaturada.
O que faz: Aumenta os níveis da lipoproteína HDL, também conhecida como “colesterol bom”, que tira o colesterol do sangue sem acumulá-lo nos vasos do coração.
Onde é encontrada: Em óleos vegetais, castanhas e peixes de águas frias, como sardinha, salmão e truta.
Trans
Como é: Geralmente é aquela que recebe doses extras de hidrogênio. Mas também há um teor pequeno dela na carne e no leite de animais ruminantes.
O que faz: Aumenta os índices de LDL, diminui os índices de HDL e ainda toma espaço do ômega 3 e do ômega 6 (gorduras vitais que não são produzidas pelo nosso organismo).
Onde é encontrada: Largamente utilizada em alimentos industrializados, sorvetes e frituras.
Revista Superinteressante

quarta-feira, 20 de outubro de 2010


A aspirina pode trazer benefícios ao coração?

por Juliana Pettinati, Sorocaba, SP

Ela não tem efeito direto sobre o coração, mas pode beneficiá-lo desde que bem ministrada. O ácido acetilsalicílico substancia presente na aspirina, evita que as plaquetas – partículas do sangue com a função de coagulantes – se aglutinem. A aglutinação dessas partículas facilita a formação de coágulos, que obstruem as artérias e podem provocar ataques cardíacos. Mas a aspirina, para esses fins, só deve ser usada com indicação médica, e com dosagem especifica, por pacientes com predisposição à formação de coágulos. “Do contrario, os benefícios podem ser menores que os malefícios, já que o ácido é um irritante da mucosa do estômago, podendo provocar úlcera ou gastrite”, explica o cardiologista Miguel Nassif, do Instituto de Grastroenterologia de São Paulo.

Revista Superinteressante

domingo, 10 de outubro de 2010

Quer emagrecer? Durma mais e melhor
Estudo revela que boa noite de sono ajuda na queima de gorduras para quem faz dieta
por Katherine Harmon
iStockphoto/Mari
Ter uma noite de sono contínuo pode não parecer a melhor receita para perder peso, mas diversas pesquisas apontam a importância de ter um sono eficiente. Um novo estudo mostra que não dormir o suficiente pode comprometer severamente a capacidade das pessoas de perder gordura extra.

Pesquisadores descobriram que quando alguém em dieta tem uma noite de descanso completo, mais do que se duplica a quantidade de peso perdido das reservas de gordura. Pessoas cansadas também relataram sentir mais fome do que quando tinham tido uma boa noite de sono. Os resultados do estudo foram publicados no dia 4 de outubro no Annals of Internal Medicine.

"Dormir menos - comportamento onipresente na sociedade moderna - parece comprometer os esforços para a perda de gordura", disse Plamen Penev, professor-assistente de medicina na University of Chicago e coautor do estudo. Os participantes do estudo perderam cerca de 55% mais gordura quando o sono foi suficiente.

Para o estudo, 10 voluntários com excesso de peso (idades entre 35-49 anos e com um índice de massa corporal médio de 27,4 kg) iniciaram um plano alimentar personalizado, que reduziu calorias (para uma média de 1.450 por dia), mas mantiveram um estilo de vida sedentário. Durante duas semanas, os sujeitos relataram ter passado 8,5 horas por noite na cama (com um tempo médio de sono de cerca de 7 horas e 25 minutos), e, durante um segundo período de duas semanas, foram autorizados apenas a 5,5 horas por noite de sono (com um tempo médio de sono de 5 horas e 14 minutos).

Durante as duas sessões de estudo, os voluntários perderam cerca de 3 kg - quase metade da quantidade quando dormiam por mais tempo. O metabolismo é controlado em parte por hormônios, como a grelina, que estimula a fome e reduz o consumo de energia. Quando os sujeitos do estudo estavam dormindo menos de 6 horas, os níveis de grelina passaram de 75 nanogramas por litro para 84 ng/litro. Os níveis mantiveram-se estáveis quando os indivíduos tinham pleno descanso. Eles seguiram uma dieta rigidamente controlada mesmo com baixas calorias durante as duas fases do estudo e a diferença de peso e perda de gordura entre o sono adequado e poucas horas de sono poderia ser ainda mais acentuada.

Outra pesquisa também sugere que dormir o suficiente é crucial para ter uma boa saúde em longo prazo.
Scientific American Brasil

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Contato com fumaça de cigarro afeta saúde de fetos

Parar de fumar durante a gravidez pode não ser suficiente para evitar danos ao bebê
por Nicholette Zeliadt

iStockPhoto

O cigarro tem um papel indiscutível no desenvolvimento de câncer de pulmão, entre outros. Muitas vezes causa mutações nos genes, que desencadeiam a doença. Embora o tabagismo materno seja associado ao baixo peso do feto ao nascer, com parto prematuro e a má-formação cerebral e pulmonar, poucos estudos haviam encontrado evidências resultantes da exposição à fumaça.

Um estudo realizado por Stephen Grant, professor de saúde ambiental e ocupacional na University of Pittsburgh e colegas, confirma, porém, que tanto o fumo ativo e a exposição passiva à fumaça de segunda mão por mulheres grávidas levam a alterações genéticas no recém-nascido. Importante: a pesquisa mostra que houve uma frequência semelhante de mutações entre mães fumantes e mães que pararam de fumar depois constatar a gravidez. Os autores concluem que parar de fumar durante a gravidez sem ativamente evitar a exposição ao fumo de segunda mão não protege o feto em desenvolvimento. Os resultados foram publicados no dia 30 de junho em linha da medicina pediátrica no Open Journal.

"Esses resultados apoiam a nossa conclusão anterior de que a mãe passiva, ou secundária, pode causar danos genéticos permanentes no recém-nascido semelhantes aos danos causados pelo tabagismo ativo", disse Grant.

Grant estudou as mutações no gene conhecido como GPA das células vermelhas do sangue, coletadas no cordão umbilical de bebês de mães expostas à fumaça. Os resultados estão de acordo com estudos anteriores que analisaram os glóbulos brancos do sangue do cordão umbilical de recém-nascido com mutações em HPRT – gene geralmente usado como um biomarcador de exposição a agentes cancerígenos. Esses estudos também documentaram uma correlação entre a exposição materna ao fumo primário e o de segunda mão e o aumento da frequência de mutações no HPRT.

"Utilizando um ensaio diferente, fomos capazes de descobrir um tipo completamente distinto, mas igualmente importante de mutação genética que deve persistir ao longo da vida de uma criança", disse Grant. Ele concluiu que os ensaios com as mutações no gene devem ser considerados exames complementares, refletindo as mutações que ocorrem através de diferentes mecanismos.

"As mulheres grávidas deveriam não só parar de fumar, mas também cientes de sua exposição ao fumo a partir de outros membros de sua família, no trabalho e em outras situações sociais", disse Grant.

Scientific American Brasil